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Procurar um smartwatch com Wear OS e bom preço em 2026 é uma busca mais curta do que era há dois anos. O motivo não é o sistema do Google: é que duas das fabricantes que seguravam a faixa barata saíram do ramo.
Este artigo foi refeito em setembro de 2026 justamente por isso. Abaixo está o que aconteceu, o que ainda dá para comprar no Brasil e o que cada escolha custa — inclusive no que ela deixa de fazer.
O que aconteceu com o Wear OS barato
- A Fossil saiu em janeiro de 2024. Ela fabricava sob a própria marca e também para Skagen, Michael Kors e Diesel. O estoque acabou ao longo de 2024 e o último relógio Wear OS ligado ao grupo deixou de ser vendido no começo de 2025.
- A Mobvoi, dos TicWatch, saiu depois. Tirou os relógios das lojas e do próprio site, passou a priorizar produtos de inteligência artificial e declarou só “suporte essencial” para quem já tem. Conferimos na Amazon Brasil em 20 de setembro de 2026: nenhum TicWatch está à venda — só película, carregador e o gravador de voz da marca.
Sobraram, na prática, a Samsung, o Google e a Xiaomi. E como o Pixel Watch não tem venda oficial no Brasil, a conta aqui fica entre Samsung e Xiaomi. É sobre esses dois que vale falar.
Xiaomi Watch 2 Pro: o Wear OS mais barato à venda aqui

É Wear OS do Google de verdade, com Play Store e Carteira do Google — não é uma interface própria imitando. Pelo que a Xiaomi lista no anúncio brasileiro:
| Tela | AMOLED de 1,43 polegada |
| Processador | Snapdragon W5+ Gen 1 |
| Bateria | 495 mAh, até 65 horas segundo a fabricante |
| Caixa | Aço inoxidável |
| Localização | GPS próprio |
| Pagamento | NFC com Carteira do Google |
| Água | 5 ATM |
| Conexão | Bluetooth — a versão vendida no Brasil não tem chip |
Essa última linha é a que mais confunde. O Watch 2 Pro existe lá fora numa versão com eSIM, que faz chamada sem o celular por perto. A que está no anúncio brasileiro é a Bluetooth. Se você viu em algum lugar que esse relógio funciona sozinho com chip, era da outra versão.
O lado ruim, que também é real
Não vamos vender o relógio como se não tivesse defeito. Na análise da Wareable, feita com o aparelho em uso, o veredito foi duro: a precisão do rastreamento de exercício é fraca, o relógio é pesado e volumoso para treinar, e a experiência tinha falhas e falta de acabamento no software.
Ou seja: ele serve bem para quem quer Wear OS, notificação, pagamento por aproximação e bateria de dois dias e meio pelo menor preço possível. Para quem treina a sério e vai olhar os números depois, não é o relógio certo.
Galaxy Watch6 Classic: custa mais, mas continua sendo atualizado

O Galaxy Watch6 é de 2023 e a Samsung já lançou gerações novas depois dele. Isso derrubou o preço — e é exatamente o que o torna interessante numa lista de custo-benefício.
O argumento mais forte não é a ficha técnica, é o suporte. Em novembro de 2025 a Samsung levou o One UI 8 Watch, construído sobre o Wear OS 6, para a linha Watch6. Um relógio de 2023 rodando o sistema atual em 2026 — a diferença exata entre comprar de quem continua no ramo e comprar de quem saiu.
Ficha técnica da linha Watch6
- Tela: Super AMOLED, 1,3 polegada nas caixas menores e 1,5 polegada nas maiores, com brilho de até 2.000 nits. Proteção de cristal de safira.
- Processador: Exynos W930, com 2 GB de RAM e 16 GB de armazenamento.
- Bateria: 300 mAh nas caixas menores e 425 mAh nas maiores. A Samsung anuncia até 40 horas.
- Conexão: Bluetooth 5.2, Wi-Fi, GPS, NFC e, na versão LTE, rede móvel própria.
- Resistência: IP68.
Sobre os sensores de saúde, sem exagero
O sensor BioActive reúne frequência cardíaca, ECG e composição corporal por bioimpedância. Some-se a isso o acompanhamento de sono e a oxigenação no sangue.
Uma correção importante, porque essa informação circula errada: o Galaxy Watch tem hardware para medir pressão arterial, mas essa função não é liberada no Brasil. Não conte com ela ao decidir a compra. E nenhum relógio à venda aqui mede glicose sem furar o dedo.
Watch6 ou Watch6 Classic?
| Galaxy Watch6 | Galaxy Watch6 Classic | |
| Caixa | 40 mm e 44 mm | 43 mm e 47 mm |
| Material | Alumínio | Aço inoxidável |
| Moldura | Sensível ao toque | Giratória, física |
| Pulseira | Esportiva | Híbrida de couro ecológico |
A moldura giratória do Classic não é enfeite: ela deixa navegar pelo menu sem tapar a tela com o dedo. Em compensação, ele é mais pesado e mais caro. O Watch6 comum é mais leve e mais barato e faz as mesmas medições.
Como escolher entre os dois
- Quer gastar o mínimo e ter Wear OS: Xiaomi Watch 2 Pro. Aceite que o rastreamento de exercício não é preciso e que a versão daqui não tem chip.
- Usa celular Samsung e quer o relógio durar anos: Galaxy Watch6 ou Watch6 Classic. É a linha que ainda recebe versão nova de sistema.
- Quer medir treino com precisão: nenhum dos dois é a melhor resposta. Nessa faixa, relógio com foco em esporte costuma entregar mais do que relógio com foco em sistema.
- Usa iPhone: o Wear OS não é o caminho. Desde o Wear OS 3 o suporte ao iOS é parcial ou inexistente, dependendo do fabricante.
Perguntas frequentes
Ainda existe smartwatch barato com Wear OS?
Barato como era em 2022, não. A faixa de entrada do Wear OS era ocupada pela Fossil e pela Mobvoi, e as duas saíram. O que resta começa num degrau acima.
Vale comprar um TicWatch usado?
Só sabendo que não vem mais versão nova de sistema e que a fabricante saiu do ramo. Se o preço refletir isso, o relógio continua funcionando. Escrevemos em detalhe sobre o caso no artigo sobre o Ticwatch E3.
O pagamento por aproximação funciona no Brasil?
Funciona. O Brasil está na lista de países onde a Carteira do Google opera em relógio com Wear OS. O cartão precisa ser de um banco aceito, e o relógio precisa estar pareado com um celular Android. No Galaxy, há também o Samsung Pay.
Wear OS é melhor que o sistema próprio da Amazfit ou da Huawei?
Depende do que você quer. O Wear OS dá Play Store, aplicativo de terceiro e Carteira do Google. Os sistemas próprios costumam ganhar em bateria — muitos passam de uma semana, enquanto o Wear OS raramente passa de dois ou três dias.
Dá para usar sem o celular por perto?
Só na versão com chip. O Galaxy Watch6 tem versão LTE; o Xiaomi Watch 2 Pro vendido aqui é Bluetooth.
Conclusão
O Wear OS ficou mais caro por subtração: as marcas que faziam o modelo barato desistiram. Quem quer o sistema do Google no pulso hoje escolhe entre pagar pouco e aceitar limite de precisão, no Xiaomi Watch 2 Pro, ou pagar mais por uma linha que ainda recebe atualização, na Samsung.
Se o Wear OS em si não for uma exigência, vale olhar fora dele: nessa mesma faixa há relógio com o dobro de bateria, desde que você abra mão da Play Store no pulso.
Fontes
- Samsung Brasil — o que há de novo no Galaxy Watch6
- 9to5Google — Wear OS 6 chega à linha Galaxy Watch 6
- Wareable — análise do Xiaomi Watch 2 Pro
- 9to5Google — a Fossil encerra os smartwatches Wear OS
- Android Central — os TicWatch saem das lojas
- Ajuda da Carteira do Google — pagar por aproximação com o smartwatch
Disponibilidade na Amazon Brasil conferida em 20 de setembro de 2026. Preço e estoque mudam; confira antes de decidir.








